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Brasileirão 2026 será o mais longo do calendário


O Campeonato Brasileiro de 2026 vai fugir do padrão recente e deve funcionar quase como um “ano inteiro de maratona”: a competição começa em 28 de janeiro e só termina em 2 de dezembro. É o Brasileirão mais extenso do calendário até aqui, puxado pelo encaixe da Copa do Mundo no meio da temporada.

O formato, porém, segue o que o torcedor já conhece: 20 clubes, pontos corridos, 38 rodadas (turno e returno). O que muda é o contexto. Em um campeonato tão longo, perder duas ou três rodadas por lesões, suspensões ou má fase segue sendo o tipo de detalhe que coloca qualquer time em modo urgência — porque a tabela não perdoa o “vácuo” de pontuação.

A grande novidade prática é a pausa durante a Copa do Mundo. A previsão é que o Brasileirão faça 18 rodadas antes da interrupção, com a última rodada pré-pausa marcada para 31 de maio, e volte apenas em 22 de julho.

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Nesse intervalo, o futebol de seleções toma o centro do palco: a Copa está indicada entre 11 de junho e 19 de julho, além do período que tende a incluir recesso e intertemporada para os clubes.

Essa quebra no meio do caminho mexe no campeonato como um todo. Times com elenco mais curto ganham uma janela preciosa para recuperar atletas, ajustar cargas físicas e reorganizar ideias. Já quem chega voando até maio vai precisar administrar o risco clássico do retorno: como retomar o ritmo e a consistência depois de um hiato grande, sem perder a “mão” que tinha antes.

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No Brasileirão, dinheiro e posição caminham juntos. Os valores podem mudar de um ano para outro, mas uma referência recente ajuda a dimensionar: em 2025, o campeão (Flamengo) recebeu R$ 48 milhões, e o vice (Palmeiras) ficou com R$ 45 milhões, com a premiação caindo conforme a colocação. Isso torna cada degrau na tabela mais valioso do que parece: sair do 9º para o 7º, por exemplo, mexe em orçamento, planejamento e até no fôlego para o mercado.

E não é só o prêmio final. Existe o “ecossistema” que cresce com visibilidade: TV, bilheteria, patrocínios e engajamento tendem a acompanhar o time quando ele disputa topo, briga por vaga internacional e sustenta narrativa ao longo das rodadas.


O campeonato é, ao mesmo tempo, maratona e termômetro. Maratona porque ninguém aguenta 38 rodadas apenas no impulso: é preciso repertório, elenco minimamente pronto e capacidade de pontuar fora de casa. Termômetro porque mede consistência: não só picos, mas a regularidade de um trabalho.

E, como sempre, o Brasileirão carrega disputas paralelas quase permanentes: título, zona de Libertadores/Sul-Americana e luta contra o rebaixamento, que segue sendo um choque esportivo e financeiro capaz de mudar o rumo de um clube.


No histórico, o topo é claro: Palmeiras isolado, seguido por gigantes que ajudam a explicar por que a competição é tão pesada.

  • Palmeiras — 12 títulos
  • Flamengo — 8 títulos
  • Santos — 8 títulos
  • Corinthians — 7 títulos
  • São Paulo — 6 títulos