Ou seja: regularidade ainda é o grande segredo. Em um campeonato assim, ficar duas ou três rodadas sem pontuar costuma ser suficiente para transformar tranquilidade em urgência, porque a competição é uma corrida longa e implacável. Continua após a publicidade
Na prática, isso reconfigura o campeonato: uns ganham tempo, outros ganham um desafio extra. Equipes com elencos mais curtos podem respirar, recuperar jogadores e ajustar o trabalho. Continua após a publicidade
No Brasileiro, a posição final tem efeito direto no caixa. Valores mudam, mas uma referência objetiva ajuda a entender o tamanho do impacto: em 2025, o campeão (Flamengo) recebeu R$ 48 milhões, e o vice (Palmeiras) R$ 45 milhões, com a premiação diminuindo conforme a colocação. O peso do campeonato vem do conjunto: é maratona porque exige constância e elenco preparado; e é termômetro porque mede trabalho real ao longo de 38 rodadas. Por isso, a competição costuma ter, ao mesmo tempo, várias frentes de disputa: título, vagas em Libertadores/Sul-Americana e luta contra o rebaixamento, que segue sendo um choque esportivo e financeiro. Maiores vencedores
Se 2026 já promete ser um ano diferente no futebol, o Brasileirão entra no pacote. A Série A vai começar em 28 de janeiro e terminar em 2 de dezembro, atravessando praticamente o calendário inteiro. É uma temporada com “cara especial” e a mais longa até aqui, puxada pela realização da Copa do Mundo no meio do ano.
Formato mantido: o que não muda
Apesar do calendário esticado, o modelo segue igual ao padrão do campeonato:
O Brasileirão de 2026 deve parar durante a Copa do Mundo. A previsão é disputar 18 rodadas antes da interrupção, com a última rodada pré-pausa marcada para 31 de maio. A volta está indicada para 22 de julho. Entre essas datas, o calendário de seleções domina: a Copa aparece prevista de 11 de junho a 19 de julho, e o intervalo também inclui o período de recesso e intertemporada dos clubes.
Já quem embala antes de maio precisa se preparar para o “recomeço”, evitando que a volta reduza ritmo e confiança.
Isso explica por que “subir poucos lugares” importa tanto. Um time que sai do 9º para o 7º não melhora só a narrativa: melhora orçamento, planejamento e até capacidade de agir no mercado. E, além do prêmio por colocação, o desempenho tende a puxar outras receitas: TV, bilheteria, patrocínios e engajamento aumentam quando a equipe está em evidência e briga por vaga continental.
O histórico também ajuda a entender a grandeza do torneio. O Palmeiras lidera isolado, seguido por um grupo de gigantes: