A projeção é que o campeonato cumpra 18 rodadas antes de parar, com a última rodada pré-pausa em 31 de maio. A retomada está prevista para 22 de julho. Continua após a publicidade
Esse hiato coloca uma pergunta no centro do campeonato: quem consegue “pausar sem desligar”? Porque o retorno geralmente cobra rapidez para reencontrar ritmo, encaixes e confiança — principalmente de times que vinham embalados. Continua após a publicidade
Mesmo com calendário diferente, a essência é a mesma: em pontos corridos, qualquer sequência ruim vira urgência. No Brasileiro, colocação é orçamento. Os valores podem variar de temporada para temporada, mas o exemplo de 2025 mostra bem a lógica: o campeão (Flamengo) recebeu R$ 48 milhões, e o vice (Palmeiras) ficou com R$ 45 milhões, com queda progressiva conforme a posição final. Isso significa que subir poucos lugares não é só “melhorar a campanha”; é ganhar margem para planejamento, reforços e estabilidade. É por isso que o campeonato costuma ter várias guerras em paralelo: Maiores campeões
O Brasileirão de 2026 vai ter um roteiro incomum: 28 de janeiro como largada e 2 de dezembro como linha de chegada. Na prática, o campeonato atravessa quase o ano inteiro e entra para a lista das temporadas mais longas do futebol brasileiro, em um cenário ajustado pela realização da Copa do Mundo.
Dentro de campo, o regulamento não muda: 20 equipes, 38 rodadas, pontos corridos. A diferença é a sensação de “duas temporadas em uma”, provocada pela interrupção no meio do caminho — algo que tende a alterar planejamento, preparação física e até estratégias de elenco.
No intervalo, as atenções se voltam para a Copa do Mundo, indicada para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho, além do período que costuma abrir espaço para recesso/intertemporada.
A pausa pode favorecer equipes com elencos curtos, que sofrem quando o calendário aperta e as lesões acumulam. É uma oportunidade de recuperar peças, ajustar treinos e reorganizar o trabalho. Por outro lado, clubes que chegam no auge até maio precisam se preparar para um “novo início”: reativar o rendimento após semanas fora da rotina do Brasileirão pode virar desafio tão grande quanto o primeiro semestre.
Em 38 rodadas, perder duas ou três partidas “no bloco” pode empurrar um time para outra prateleira na tabela — e aí o campeonato muda de cara: de sonho para ajuste, de ajuste para pressão.
Além disso, a visibilidade ao longo do ano influi em receitas que crescem com desempenho e exposição: TV, bilheteria, patrocínios e engajamento tendem a acompanhar quem disputa topo e vaga internacional.