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Conheça os medicamentos que foram proibidos fora do país e ainda são comercializados no Brasil

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medicamentos proibidos comercializados no Brasil, Conheça os medicamentos que foram proibidos fora do país e ainda são comercializados no BrasilPaíses desenvolvidos possuem órgãos de controle de medicamentos, para que estes sejam ou não comercializados de forma segura para sua população. No Brasil, existe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) responsável por realizar uma bateria de testes para que um determinado remédio chegue até às prateleiras das farmácias no país, não se sabe bem o motivos mas em determinados casos medicamentos proibidos fora do país acabam tendo sua venda liberada no Brasil.


Os laboratórios farmacêuticos somente podem comercializar um produto em determinado país após a agencia reguladora local o liberar. Assim, sempre que um novo produto chega ao mercado, estas empresas entram com processos independentes em cada país, o que pode gerar avaliações diferentes. Ou seja, um medicamento proibido lá fora pode ser aprovado aqui, e vice-versa.

Esta possibilidade de controvérsias gera receio em muitos pacientes, porém, a Anvisa defende que a fiscalização ocorre de maneira eficaz no Brasil. Os medicamentos também podem ser ressubmetidos a novas análises e dependendo dos resultados, ter seus registros suspenso e a comercialização proibida, caso se detecte a possibilidade de causar problemas antes não detectados ou mensurados.

Quando registrado mortes ligadas a um determinado remédio ou proibição dele em outros países, por exemplo, a agência pode retomar as análises e fazer novos testes. Segundo a Anvisa, todos os medicamentos têm contraindicações e reações adversas, e o papel dos médicos e da agência é verificarem a relação entre os benefícios e malefícios das drogas.

Medicamentos permitidos no Brasil e proibidos fora do país
Dipirona
Já tomou Neosaldina ou Novalgina? Dois dos principais remédios para dor de cabeça e gripe são proibidos nos Estados Unidos porque contêm uma substância chamada dipirona sódica. Por lá, só é possível comprar remédios como Tylenol, que usam paracetamol como ingrediente ativo. Para a FDA (Food and Drug Administration), a dipirona causa choques anafiláticos com mais frequência que seu concorrente. O caso é polêmico, já que a dipirona foi criada na Alemanha (onde a venda é permitida) e o paracetamol é mais utilizado por empresas americanas.

Hormônio do crescimento
Esse caso é um pouco mais específico. O hormônio é usado para tratar crianças com deficiência no crescimento (alguns adultos também podem se beneficiar do tratamento). Por aqui, ele é usado em sua forma natural ou sintetizada, mas em países como Estados Unidos a versão natural é proibida por manter os possíveis danos colaterais (entre eles, prejudicar o sistema nervoso) sem necessariamente trazer os benefícios, já que ele pode não ser eficaz se houver algum problema na sua extração.

Sibutramina
A sibutramina é indicada para pessoas obesas e pode ajudar a perder até 2kg em um mês. Há uma condição, porém: o paciente não pode sofrer de problemas cardíacos. Isso porque estudos mostram que o uso da substância aumenta os riscos de doenças cardiovasculares e alterações no sistema nervoso central. Por conta desses riscos, a sibutramina já foi proibida na União Europeia e Estados Unidos, entre outros países. No Brasil, ela pode ser comprada com receita médica e assinatura de um termo de responsabilidade. Por aqui, a Anvisa já quis proibir o remédio, mas recuou após pressão de associações médicas e pacientes. Outros emagrecedores (a base de anfetaminas) já foram proibidos, e a sibutramina segue em observação

Pílulas Diane 35
O caso mais recente de remédio proibido no exterior, mas ainda à venda no Brasil. Na França, o medicamento, que tinha seu uso liberado para tratamento dermatológico, mas era largamente usado como pílula anticoncepcional, foi proibido após mortes ligadas ao seu consumo. No Brasil, a proibição francesa gerou um alerta nas autoridades da Anvisa, e a pílula (que aqui também é indicada para acne, mas comumente usada como anticoncepcional) passou a ser monitorada, mas permanece disponível

Avastin
O Avastin é um medicamento que reduz o crescimento de novos vasos sanguíneos. Ele é comumente usado como uma droga para tratar diferentes tipos de câncer. Nos Estados Unidos, a substância deixou de ser usada para o tratamento de câncer de mama, permanecendo aprovada para outros tumores, como o colorretal. Segundo as autoridades americanas, não havia evidência de que o Avastin aumentasse ou melhorasse a qualidade de vida dos pacientes. Por outro lado, efeitos como pressão alta e hemorragias ainda eram comuns nos usuários do medicamento. No Brasil e em diversos outros países, a droga permanece indicada para o tratamento de câncer de mama.

Fosfoetanolamida
Produzida pelo departamento de química da Universidade de São Paulo (USP). Não se trata sequer de um medicamento, com total ausência de controles de qualidade na produção e com diversos (4) contaminantes. Não possui registro na Anvisa ou qualquer órgão sanitário em torno do globo. Porém, de forma absurda foi liberado, não pelo órgão sanitário competente, mas, por pressão política ao Congresso Nacional Brasileiro, que aprovou a sua liberação para consumo por pacientes oncológicos, marcando o que é considerado um dos maiores retrocessos sanitários do Brasil.

Sabonetes antibacterianos
Alguns ingredientes da formulação dos sabonetes e outros produtos de higiene considerados antibacterianos foram proibidos nos Estados Unidos. Os estudos apontaram que eles não eliminam bactérias. O uso de sabão comum que é mais eficiente no combate aos germes. A proibição é para 19 ingredientes químicos, entre eles a triclosan presente em sabonetes líquidos e o triclocarban, nos sabonetes em barra.

Cerca de 40% de todos produtos contém pelo menos um dos ingredientes dos 19 que foram proibidos e que a partir de agora, todos terão que passar por uma reformulação para se adequarem ou terão que sair do mercado. Janet Woodcok, diretora da divisão de drogas da FDA disse que: “Os consumidores podem pensar que os sabonetes antibacterianos são mais efetivos para evitar os germes, mas não existe evidência científica de que sejam melhores que água e sabão comum.

Alguns dados, ainda por cima, sugerem que os ingredientes antibacterianos podem fazer mais mal do que bem em longo prazo. No Brasil são comercializados 215 produtos, como sabonetes antissépticos que contém Triclosan e 110 produtos que tem na fórmula o Triclocarban.

O Triclosan tem função conservante na base de 0,03% e está presente praticamente em todos os produtos de higiene pessoal, perfumaria ou cosméticos. Diante as últimas proibições nos Estados Unidos, a Anvisa informou que: tomou conhecimento dos recentes dados relacionados aos riscos decorrentes do uso destas substâncias em cosméticos e está estudando a necessidade de revisão da regulamentação.