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Compartilhamento de bikes e patinetes deixa de ser oferecido em Campinas, apenas três cidades terão o serviço

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Compartilhamento de bikes e patinetes deixam de ser oferecidos em Campinas, apenas três cidades terão o serviço
Empresa alega necessidade de promover ajuste operacional para continuação dos serviços

A empresa Grow, holding responsável pelos patinetes e bikes da Grin e Yellow que circulam pelas principais cidades do país anunciou nesta semana a descontinuação do serviço em várias cidades do Brasil entre elas está Campinas (SP). Segundo a empresa apenas as cidades de São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro terão apenas os patinetes elétricos.

Tantos as bikes como os patinetes podiam ser encontrados em vários pontos das cidades atendidas e funcionavam no modelo “sem estação” e podiam ser emprestadas e devolvidas em qualquer ponto, dentro das regiões atendidas.

Em Campinas (SP) um dos locais de maior uso do serviço era o distrito de Barão Geraldo, local onde encontra-se a Unicamp uma das maiores universidades do país. Os usuários do serviço que ainda possuem créditos adquiridos e não utilizados podem solicitar o reembolso. De acordo com a empresa, o reembolso deve ser solicitado pelo botão “ajuda” do aplicativo ou pela central de ajuda da empresa.

Bikes e patinetes já estão sendo retirados das ruas para que sejam submetidas a um processo de checagem e verificação das condições de operação e segurança. A empresa está em busca de parcerias públicas e privadas para fortalecer e expandir sua operação diante do tema de mobilidade urbana.

Segundo o comunicado da empresa, “a decisão foi tomada para que a companhia promova um ajuste operacional e continue prestando serviços de forma estável, eficiente e segura”.

Dificuldades
Outros fatores de negócios também influíram para a decisão da Grow, como o fato de que os patinetes ainda têm alto custo para muitas pessoas – uma corrida de dez minutos custa em torno de R$ 8,00. Além disso, há a difícil manutenção, com peças muitas vezes importadas, e o fato de que boa parte dos veículos que chegaram às ruas brasileiras não estavam preparados para o compartilhamento urbano. As bicicletas também sofreram com o mesmo problema, com o agravante de que sua margem de lucro era bem mais baixa.