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Incidência de raios na região de Caminas diminui em 44%, veja dicas de proteção

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queda de raios em Campinas, Incidência de raios na região de Caminas diminui em 44%, veja dicas de proteção

A Região Metropolitana de Campinas (RMC) foi atingida em 2018 por mais de 16 mil raios, de acordo com o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número é cerca de 44% inferior ao registrado em 2017, quando foram contabilizadas mais de 29 mil descargas elétricas.



De acordo com o Elat, 18 das 20 cidades da RMC assinalaram queda na quantidade de ocorrências. Apenas Itatiba e Morungaba apontaram crescimento na estatística relacionada ao fenômeno.

Maior cidade da RMC, Campinas é o município com maior incidência de raios. Em 2018, a cidade registrou 4.600 descargas, ante 7 000 de 2017. Holambra foi a cidade menos atingida por raios na RMC em 2018. O município teve apenas 160 quedas de raio.

Recomendações
Segundo especialistas, em caso de você estar na praia e perceber a chegada de um temporal: saia da água imediatamente pois principalmente a do mar, conduz velozmente a energia elétrica. Nestas situações, o ideal é procurar um abrigo completamente fechado, como uma casa, por exemplo. Se a pessoa estiver dentro de um automóvel, deve permanecer no seu interior com as portas fechadas. Apenas se atentando ao local em que o veículo está estacionado. Isso, porque os fortes ventos (outra característica das tempestades) podem resultar na queda de árvores. Segundo os meteorologistas, são necessários ventos de 90 km/h, para conseguir arrancar uma árvore.



Ainda segundo especialistas, a pessoa pode ser atingida por um raio, por mais que esteja distante da nuvem que originou a descarga. É possível dimensionar a proximidade a um local atingido por um raio pelo som do trovão e claridade do relâmpago. Quanto mais alto o ruído e mais abrangente a luminosidade, mais próximo a pessoa está da área de descargas.

Dicas
Quando começar uma chuva com trovões, não se abrigue próximo a postes, árvores, guarda-sóis, cercas, linhas telefônicas ou de energia elétrica, que são os pontos preferenciais para as descargas elétricas. O raio pode atingir esses locais, espalhar -se pelo chão e atingir quem estiver próximo. Por isso também não é indicado subir em morros ou topos de prédios.

Durante temporais com descargas de raios não se deve usar telefone, especialmente se estiver ligado a um carregador na tomada elétrica.

Se você for surpreendido por uma tempestade com trovões e sentir que seus pelos estão arrepiados ou a pele começou a coçar, um raio pode estar próximo. Se não houver abrigo, o melhor é ficar agachado, com as mãos nos joelhos e a cabeça entre eles.



Formação do raio
Os raios são produzidos dentro das nuvens, quando partículas de gelo que estão eletricamente carregadas se tocam. A fricção entre essas cargas produz uma faísca, que é o início do raio. Quando as cargas atingem uma grande quantidade, elas se aproximam do solo, procurando os pontos mais próximos a ela, normalmente pontos elevados, como prédios ou árvores. Quando as descargas acontecem no interior das nuvens, entre duas nuvens ou de uma nuvem para o ar, surgem os clarões ou relâmpago, seguidos dos trovões, barulho causado pelo deslocamento do ar no céu. A energia de um raio, que tipicamente chega a 30.000 ampères, cerca de 1.000 vezes a intensidade de um chuveiro elétrico, se espalha pelo chão e atinge quem está próximo.

No trânsito
Feche todas as janelas e aguarde os trovões passarem. O metal de veículos como carros, ônibus ou vans é um excelente condutor de energia e, se for atingido por uma descarga elétrica, vai distribui-la igualmente em toda a sua superfície, sem atingir quem está no interior.

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