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Em função da crise no país, Aeroporto Internacional de Viracopos pede recuperação judicial

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Medida visa impedir a falência do terminal aéreo sem que o funcionamento do aeroporto seja prejudicado

Em crise anunciada por gestores, devido ao momento econômico em que o Brasil atravessa nos últimos anos, a concessionária do Aeroportos Brasil que administra o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas o maior terminal aéreo do país pediu recuperação judicial nesta segunda-feira (7-maio).



Este recurso é de certa forma “comum” no Brasil e usado por advogados de grandes companhias quando uma empresa está em dificuldades econômicas e assim evitam o pedido de falência suspendendo temporariamente a execução de garantias de dívidas como pagamento para o governo federal.

A partir de agora, todos os credores detentores de créditos afetados pela recuperação judicial serão chamados para que a empresa apresente as suas condições para renegociar as dívidas e obrigações de forma coletiva e transparente.

Em março deste ano, a Aeroportos Brasil, já havia entrado com uma liminar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para obrigar o governo federal a analisar o pedido de devolução do aeroporto, além de tentar suspender o processo de caducidade (condição de caduco) da concessão aberto pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mas a liminar foi negada no dia 2 de maio.

Recuperação para preservar ativos
A Triunfo uma das acionistas da Aeroportos Brasil afirma que a recuperação judicial tem o objetivo de preservar os ativos dos sócios envolvidos e promover o equilíbrio financeiro para manter as atividades do terminal aéreo em pleno funcionamento. Segundo a concessionária, os prejuízos e dificuldades financeiras existem desde o início das operações o terminal.



Plano de recuperação
A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos é formada pela Infraero (49% das ações) e pelo consórcio Aeroportos Brasil (51% das ações), que é composto por três empresas: UTC Participações, Triunfo Participações e Egis. Na divisão interna do consórcio, UTC detém 45%, Triunfo também 45% e Egis, 10%. O Aeroporto de Viracopos foi leiloado com ágio de 160%, por R$ 3,8 bilhões, em 2012, na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff.

Envolvida na Lava Jato, a UTC passou a enfrentar restrições de crédito. Endividada, a Infraero também não acompanhou o ritmo do investimento. A Triunfo ficou sobrecarregada, tendo de honrar compromissos no lugar dos sócios.