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Pesquisadores da Unicamp Campinas desenvolvem colírio que evita e trata perda de visão em diabéticos

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Pesquisadores da Unicamp Campinas desenvolvem colírio que evita e trata perda de visão em diabéticos, Pesquisadores da Unicamp Campinas desenvolvem colírio que evita e trata perda de visão em diabéticos
Descoberta foi feita por cientistas que trabalham em projeto há cerca de 20 anos

Pesquisadores das faculdades de Ciências Médicas e de Engenharia Química da Unicamp Campinas desenvolveram em 2016 um colírio para a prevenção e combate da degeneração gradativa que ocorre com frequência nos olhos das pessoas com diabetes, a chamada retinopatia diabética.




Atualmente, o tratamento da retinopatia diabética é feito com opções invasivas, como a fotocoagulação com laser, injeções intravítrea ou mesmo cirurgia. A expectativa dos pesquisadores da Unicamp é que, além de servir para a cura da retinopatia diabética, a descoberta dessa tecnologia possa ser benéfica também no tratamento de outras anomalias da visão, como o glaucoma.

A cientista Jacqueline Mendonça Lopes de Faria disse que a descoberta foi feita a partir de uma pesquisa que já dura 20 anos e que busca entender o mecanismo de ataque das células nervosas e de irrigação sanguínea no tecido ocular.

A grande vantagem desse achado é o fato de não ser invasivo. Por ser tópico não implica em riscos e cria uma barreira contra as alterações neurodegenerativas que afeta os diabéticos”, disse Jacqueline Faria.

De acordo com a pesquisadora, por causa da hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue no organismo dos diabéticos) vários órgãos podem ser comprometidos. Em cerca de 40% dos casos, a doença leva a complicações na retina provocadas pelo efeito tóxico da glicose. O sistema nervoso e vascular da retina passam a ter alterações progressivas que podem levar a cegueira. “Isso ocorre, muitas vezes, justamente no momento em que a pessoa está em idade ativa.”




Eficácia
Testes em laboratórios da Unicamp comprovaram a eficácia da fórmula. No entanto, antes de ser transformado em medicamento para a distribuição e comercialização, o colírio tem de ser submetido à fase clínica de testes, com os ensaios em seres humanos. Ainda não há previsão de quando isso vai ocorrer porque os testes dependem do interesse de empresas em fazer o licenciamento da tecnologia junto com a agência de inovação da universidade, a Inova Unicamp.

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