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Servidores municipais de Campinas entram em greve

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Funcionários públicos entram em grave a partir desta segunda-feira, prefeitura diz que neste momento não é possível aumento

Em Assembleia do Sindicato dos Servidores Municipais de Campinas realizada em 23 de agosto ficou definido que funcionários entram em greve a partir desta segunda-feira (28 de agosto). Segundo o sindicato, a data base da categoria é o mês de maio, mas o executivo na época pediu a suspensão das negociações por 60 dias para que pudesse fazer um levantamento a respeito da situação econômica da prefeitura. Os servidores defendem a retomada das negociações, estando na pauta o reajuste de 10,34%, mais perdas de 13,6% e vale alimentação de R$ 1.076,20. A prefeitura argumenta que a situação econômica do município não permite negociar reajustes pois hoje existem prioridades, como saúde e 13° salário dos servidores.




Salários
Os cerca de 17 mil trabalhadores da ativa na prefeitura de Campinas geram uma despesa anual apenas com salários e benefícios, algo em torno de R$ 2,1 bilhões, Juntando com o 13º e férias, o custo atinge o total de R$ 1,4 bilhão ao final do ano ou seja, um custo mensal na ordem de 116 milhões.

Dias parados, dias descontados
A prefeitura de Campinas informou que irá descontar os dias parados dos servidores que aderirem à greve marcada para segunda, dia 28. A prefeitura ressalta que vai à Justiça para proibir que os grevistas façam piquetes em prédios públicos para impedir os funcionários de trabalharem.

Na greve anterior, os dias não trabalhados não foram descontados. O prefeito Jonas Donizette (PSB) fez um apelo aos servidores. ”Peço que os servidores não deixem de trabalhar para que não haja desassistência à população. Com o desemprego, a demanda por serviços públicos tem aumentado. É hora de ter solidariedade com a população”, disse Jonas.

Liminar impede bloqueio
A juíza da 2ª vara da Fazenda Pública de Campinas, Fernanda Silva, concedeu na sexta-feira uma liminar que garante o mínimo de 70% de servidores atuando em áreas essenciais e também impede bloqueio de entradas de prédios públicos. Em caso de descumprimento, a entidade sindical será multada em R$ 10 mil para cada ato.

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