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Festa do “Boi Falô” reúne centenas de pessoas em Barão Geraldo

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Touro ornamentado conta a história do “Boi Falô” de Barão Geraldo

A tradicional Festa do “Boi Falô” do distrito de Barão Geraldo em Campinas que chegou a sua 21ª edição, teve o retorno de um boi ornamentado para a festa. Um grupo de voluntários distribuiu a tradicional macarronada feita com 450 litros de molho de tomate, 30 quilos de sardinhas, 30 quilos de queijo ralado que teve o acompanhamento de 800 litros de refrigerantes para centenas de pessoas que foram até a escola municipal Barão Geraldo de Rezende.

Como ocorre sempre, antes do prato ser servido o padre da Paróquia Santa Isabel, Monsenhor Roberto Fransolin, abençoou o alimento e pediu a proteção dos fiéis. O secretário de Cultura de Campinas, Ney Carrasco, acompanhou a celebração. Para o sub-prefeito de Barão Geraldo, Valdir Terrazan, o objetivo da festa é manter viva a tradição e resgatar a lenda. “Essa festa ressalta a origem do distrito. Só faz história quem sabe e preserva a história”, destacou.

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Tradicional macarronada com molho de tomate é servida para centenas de pessoas

Boi Falô – A lenda
A história do Boi Falô surgiu em 1888 na Fazenda Santa Genebra de propriedade do Barão Geraldo de Rezende. Conta a lenda que um dos escravos que trabalhava nas plantações de cana-de-açúcar e café foi obrigado pelo capataz a ir ao pasto e atrelar um boi para arar a terra na Sexta-feira Santa.

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Escravo Toninho que tem seu nome na história do distrito

O escravo, chamado Toninho, um rapaz franzino e muito obediente, foi então colocar a canga no animal, que estava deitado sob uma frondosa árvore. Porém, por mais que o escravo insistisse o boi não saia do lugar. Foi aí que o animal olhou para o escravo, deu um mugido alto e disse: “hoje é dia santo, é dia do Senhor, não é dia de trabalho”.

O escravo saiu correndo para sede da fazenda, gritando: o boi falô, o boi falô! Segundo a lenda, o capataz ainda teria tentado castigar o Toninho pela insubordinação, mas ele correu para a Casa Grande à procura do barão Rezende que, ao ouvir seu relato teria lhe dado razão e ordenado que ninguém trabalhasse naquele dia.

O escravo passou a trabalhar dentro da casa, onde ficou até sua morte. E em consideração aos seus bons serviços, acabou sendo enterrado junto ao túmulo do Barão, no cemitério da Saudade, em Campinas.

A lenda faz parte do folclore do Distrito de Barão Geraldo. O túmulo do escravo Toninho é um dos mais visitados no Dia de Finados, principalmente por aquelas pessoas que querem alcançar uma graça.