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Entregadores de aplicativos marcam greve e param serviços por um dia em todo o país

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Entregadores de aplicativos marcam greve e param serviços por um dia em todo o país
Categoria reivindica ganhos e melhores condições de trabalho

Nesta quarta-feira, dia 1º de julho, acontece a greve marcada por entregadores das empresas de aplicativos em todo o país, que reivindica uma série de melhorias em relação ao trabalho que exercem e dada a necessidade de sua atuação devido as regras de confinamento social em todo o país.

Em razão disso houve um aumento significativo no número de pedidos por empresas como; Ifood, Rappi, UberEats e Loggi, mas em contra partida, os entregadores dizem que o aumento na demanda, não refletiu aumento em ganhos.


De acordo com a CUT (Central Única dos Trabalhadores), 98% dos trabalhadores de aplicativos devem parar no dia 1º de julho, em todo o Brasil. Muitos clientes estão prometendo apoiar não fazendo pedidos neste dia, segundo os organizadores da paralisação. Mas o efeito da greve deverá ser sentido mesmo pelos restaurantes, bares e demais negócios que dependem quase que exclusivamente das entregas via aplicativo, já as empresas de app’s estão preparadas financeiramente para esse tipo de manifestação.

Segundo a categoria, não haverá retaliação nas ruas e sim um diálogo com quem quer trabalhar neste dia, especialmente nos locais de maior movimentação de entregadores.

A categoria espera que boa parte dos usuários dos serviços também entendam e de certa forma participem deste ato não fazendo pedidos nesta quarta-feira. “Nós estamos conseguindo apoio de parte dos clientes que sabem o quanto a gente trabalha sem direito algum. Não fizemos este tipo de pedido a eles, mas é bom contar com esse apoio”, diz um dos organizadores da greve no Brasil.

Entre as reivindicações dos entregadores estão:
As empresas de app devem oferecer equipamentos de proteção individual (EPIs) aos entregadores;
Os aplicativos devem oferecer uma licença remunerada para os trabalhadores caso sejam contaminados durante a pandemia;
O aumento no valor mínimo por entrega e no pagamento das corridas;
As empresas devem oferecer seguro contra roubo, acidente e de vida; e
O fim dos bloqueios indevidos e do sistema de pontuação (que excluem trabalhadores que foram penalizados).


Empresas de app
Diferente do que dizem os entregadores, as empresas de aplicativo declaram que não possuem vínculo empregatício, e por isso, não tem responsabilidade sobre os trabalhadores.

Segundo as empresas “Os profissionais são independentes e atuam por conta própria, podendo se conectar e desconectar do aplicativo quando desejarem. A flexibilidade permite que esses profissionais usem a plataforma da maneira que quiserem e de acordo com suas necessidades. Portanto, não há relação de subordinação, exclusividade ou cumprimento de cargas horárias”.

Quantos são os entregadores?
Não se sabe o número exato de entregadores de alimentação por aplicativo no país. A última pesquisa do IBGE, divulgada em 2019, apontou que mais de 10 milhões de pessoas, em 2018, trabalhavam com designação de entregador.

A Rappi, afirmou ter registrado uma alta de 30% nas entregas em toda a América Latina nos dois primeiros meses deste ano. Já a instalação de aplicativos de entrega cresceu no Brasil 24% entre fevereiro e março, na comparação com o mesmo período em 2019. A Ifood disse que recebeu pedido de inscrição de mais 120 mil novos entregadores, em março deste ano.

Pedido retirado da tela
Outra queixa dos entregadores é que as empresas, dependendo do local, dão um prazo de 5 a 10 minutos para retirada da mercadoria e se não chegam a tempo o pedido é cancelado para o entregador. Essa pressa, contudo, pode ser uma das causas do aumento no número de mortes entre motoqueiros principalmente na cidade de São Paulo.