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Delivery: Como iFood, Uber e outros aplicativos de entregas reagiram ao coronavírus?

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Delivery: Como iFood, Uber e outros aplicativos de entregas reagiram ao coronavírus?
Empresas já adotaram medidas com restrição de contato humano

Empresas que atuam no sistema de delivery por aplicativo estão anunciando suas medidas para diminuição do contato humano entre retirada e entregas de pedidos de alimentos, farmácias entre outros neste momento e epidemia mundial do coronavírus.

Distribuição de álcool em gel, quarentena de colaboradores e até esquema home office para a área administrativa estão entre as medidas já adotadas palas maiores operadoras de app como; iFood, Uber, 99, Rappi entre outras.

Em um país com mais de 50% das pessoas em quarentena, a restrição do transporte público e de aglomerações, a tendência é que produtos e serviços circulem cada vez mais pelas cidades através dos entregadores.

Todo cuidado é necessário
Um estudo realizado pela revista científica “New England Journal of Medicine” afirma que o novo coronavírus consegue sobreviver dias em superfícies e o tempo varia de acordo com cada material.

O vírus pode sobreviver, por exemplo, três dias no plástico e no aço inoxidável e 24 horas no papelão. Desse modo, algumas medidas de segurança e higiene precisam ser reforçadas ao receber uma entrega de restaurante ou supermercado.

Sim, é seguro pedir delivery, mas sempre que o alimento ou produto entrar em casa a embalagem precisa ser descartada imediatamente. Se a embalagem foi posta na pia da cozinha, por exemplo, o local também deve ser desinfectado. O uso de álcool nas superfícies de contato também é recomendado para uma prevenção mais segura.

O que dizem as empresas

iFood
Além do fundo de R$ 1 milhão para entregadores anunciado anteriormente pela empresa, o iFood lançou outro fundo – de R$ 50 milhões para prestar assistência a restaurantes, com foco nos estabelecimentos locais.

A empresa afirma ainda que já adotou um modelo de home office total para todos os seus escritórios distribuídos em várias cidades como São Paulo e Campinas.

Desde o início da pandemia, a empresa disponibilizou álcool gel para todos os colaboradores e alterou a rotina de desinfecção de maçanetas, superfícies de contato e locais de alta circulação, aumentando a frequência de higienização.

Em relação aos consumidores, o iFood diz que está testando entregas com menor contato, pelo qual o usuário pode combinar com o entregador via chat onde deixar o seu pedido.

Já implantada a opção ‘Entrega sem Contato’, recurso que também será repassado aos restaurantes por meio da comanda impressa pelo gestor de pedidos irá diminuir as chances de contágio desde pedido até a entrega.

Uber
A Uber informou que, por ser uma empresa de capital aberto, não pode divulgar informações sobre aumento ou diminuição da demanda. Em seu site, a Uber diz que é possível ocorrer a suspensão temporária de contas de usuários ou motoristas parceiros após a confirmação de que contraíram ou foram expostos ao covid-19.

Uber Eats
A empresa informa que os clientes também têm a opção de solicitar que os pedidos sejam entregues na porta ou deixados na portaria ao toque do interfone.

99 e 99Food
A empresa anunciou a criação de um fundo especial para apoiar os motoristas e entregadores parceiros que forem diagnosticados com a doença nos mercados onde atua. A ajuda financeira vai ser calculada com base na média dos ganhos diários do colaborador.

A opção de corrida compartilhada, que funciona apenas em Campinas e Belo Horizonte, continua ativa serão limitadas a até duas pessoas (antes eram quatro) e os motoristas poderão bloquear a ferramenta, caso queiram.

A plataforma criou também uma página em seu site com orientações para andar com os vidros do carro abertos para arejá-lo e evitar aglomerações e o contato físico com o motorista, como um aperto de mãos.

Rappi
O Rappi, informou que desde o início da crise percebeu um aumento de cerca de 30% no número de pedidos. As categorias que registraram um maior aumento foram farmácias, restaurantes e supermercados. A plataforma avalia que as pessoas se sentem mais seguras fazendo um pedido via app e querem evitar concentrações massivas.

O Rappi orienta os clientes a usarem a opção “entrega sem contato” do app, em que o pedido pode ser deixado na porta ou a uma distância de dois metros do entregador.

Loggi
A Loggi, que leva produtos e documentos para clientes cadastrados, diz estar preparada para atender até três vezes mais o seu volume médio de entregas e suprir a previsão de maior demanda nos próximos meses em todas as regiões do país.

Entre as ações de proteção, a empresa afirma que está revendo seus processos para minimizar o contato humano e informou também que colocou à disposição do Ministério da Saúde sua capacidade de entregas.