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Facebook continua travando uma guerra contra vídeos falsos

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Facebook continua travando uma guerra contra vídeos falsosO Facebook não interrompeu seu objetivo de detectar vídeos falsos em sua plataforma, a tecnologia progride a um ritmo rápido e os deepfakes (vídeos criados com inteligência artificial) evoluem, daí que a reconhecida rede social se prepara para identificar as publicações com este tipo de conteúdo.

Os deepfakes, ou vídeos falsificados, mostram conteúdo modificado que geralmente envolve personalidades famosas em muitos campos. Normalmente as celebridades aparecem realizando algo que não fizeram ou dizendo algo que nunca disseram.

Inicialmente, tratava-se de vídeos engraçados elaborados para fins de sátira, mas a tecnologia introduziu muito realismo e cada dia é mais difícil distinguir de que se trata de imagens e áudios falsos ou reais.

Para antecipar o futuro, o Facebook está desenvolvendo um programa de inteligência artificial para detectar vídeos adulterados. Milhares de pessoas têm acesso a ferramentas online para manipular vídeos, isso aumenta as chances de criar material ilícito e alterado para prejudicar as pessoas por todo o mundo.

O perigo dos deepfakes
Ao difundir informações falsas ou perigosas nas redes sociais, corre-se o risco de confundir a população, prejudicar a reputação de figuras públicas ou promover atos ilícitos graves contra os cidadãos.

Um vídeo ilegítimo pode conter um discurso de um político que nunca o pronunciou, ou pode transmitir uma falsa ideia sobre uma situação que não ocorreu. A empresa de segurança cibernética Deep Trace Labs apresentou um relatório em 2019 que esclareceu que os vídeos
falsos não tinham sido utilizados para campanhas de desinformação, mas anunciou que esses vídeos estavam evoluindo ao ritmo da tecnologia.

Tratou-se praticamente de um alerta para que as redes sociais tomem providências no futuro e se preparem para combater este tipo de conteúdo.

Como estratégia contra falsificações, o Facebook colocou em funcionamento um programa de inteligência artificial usando uma base de dados com mais de 100 mil vídeos curtos com diferentes métodos de montagem de vídeos, durante a criação destes vídeos participaram mais de 3 mil atores.

A rede social de Marck Zuckerberg decidiu dar um passo em frente, apesar de os vídeos enganosos até agora não terem causado maiores complicações à reconhecida plataforma.

Há alguns meses, a empresa conseguiu receber mais de 2.000 projetos para o Deepfake Detection Challenger para detectar vídeos falsos, mas a margem de sucesso do vencedor, no caso a empresa Mapbox, foi de 65%.

Os algoritmos vencedores estarão disponíveis para outras pesquisas, no entanto, o Facebook não usará os modelos vencedores do desafio, uma vez que a margem de erro ainda é muito elevada.

Sistema de detecção preciso
Facebook está em processo de construir um sistema de detecção mais preciso e contundente focado em transições entre quadros de vídeo, porque garante que a tecnologia de falsificações mais sofisticada tem movimentos entre quadros.

A rede social afirma que a detecção de falsificações pode ser optimizada através de técnicas que permitam analisar o contexto e a origem dos vídeos. Por enquanto, o Facebook continua investindo tempo e esforço para melhorar os seus sistemas de detecção de vídeos falsos. Há ainda um longo caminho a percorrer, mas serão passos importantes.