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A batalha de dois gigantes campineiros para voltar aos grandes palcos do futebol brasileiro

A batalha de dois gigantes campineiros para voltar aos grandes palcos do futebol brasileiro

A batalha de dois gigantes campineiros para voltar aos grandes palcos do futebol brasileiroO futebol é um esporte tradicional. Sendo, inclusive, parte intrínseca da cultura de várias regiões e países do mundo. Tanto é assim, que inclusive diversos filmes de futebol já foram feitos sobre o tema. Contudo, o futebol é também um esporte extremamente dinâmico, em que times que um dia foram grandes e vencedores, podem se apequenar e lutar para continuar a existir.

Por isso, nesse ambiente extremamente competitivo que é o futebol, se os times não ficarem muito atentos podem perder tudo que construíram durante décadas, passando a sofrer crises e enfrentar momentos difíceis. Esse é o caso de dois gigantes de Campinas: A Ponte Preta e o Guarani. Ambos passam por momentos complicados e decisivos de suas histórias.

O mais antigo dos dois clubes é a Ponte Preta. A “Macaca”, como é carinhosamente conhecida por seus torcedores, foi fundada em 1900 e é o segundo time mais antigo do Brasil ainda em atividade. Nome tradicional do futebol brasileiro, a Ponte Preta costumava ser personagem de destaque em todos os campeonatos que disputava e é um dos clubes do interior mais bem sucedidos da história do futebol nacional.

Apesar de nunca ter vencido uma edição do Campeonato Brasileiro, a Macaca chegou perto uma vez, em 1981. O time também chegou perto de vencer a Copa do Brasil em 2001 e a Copa Sul-Americana em 2013. Além disso, a Ponte Preta é conhecida por ter revelado diversos craques do futebol brasileiro e por ser um dos times do interior que mais cederam jogadores para a Seleção Brasileira. Entre os nomes mais famosos que saíram do clube para conquistar o mundo estão, o atacante Luis Fabiano, o goleiro Waldir Peres e lateral direito Nelsinho Baptista. Por tudo isso, praticamente todo mundo que gosta de futebol já ouviu falar na Macaca.

Contudo, atualmente, o clube vive momentos sombrios. Enfrentando já há anos, sucessivas crises financeiras e dificuldades dentro e fora de campo, esse ano, a Macaca caiu para a segunda divisão do Campeonato Paulista, depois de 23 anos jogando na elite do estado. Essa já é a quarta vez que a Ponte Preta é rebaixada para a segunda divisão do Paulistão. Já fora da Copa do Brasil desse ano, onde foi eliminada ainda na primeira rodada ao ser derrotada por 1×0 pelo FC Cascavel, do Paraná, só resta ao clube lutar para fazer uma boa campanha na Série B desse ano.

No entanto, as perspectivas de uma boa campanha na Série B também não são tão boas assim. Com oito rodadas já disputadas, a Macaca coleciona apenas 8 pontos marcados tendo apenas duas vitórias, dois empates e quatro derrotas. Além disso, o time perdeu seus dois últimos jogos e só está fora da zona de rebaixamento para a Série C, por causa dos critérios de desempate. Esse ano, parece que o melhor que a Ponte pode esperar é não ser rebaixada.

Já o Bugre, como é carinhosamente conhecido o Guarani, está em situação ainda pior na Série B. Apesar de ter a mesma pontuação que a Macaca, o clube tem uma vitória a menos que seu maior rival e por isso está na zona de rebaixamento para a série C. Os dois times, inclusive, já disputaram o famoso “Dérbi Campineiro” que ocorreu no dia 08 de maio e terminou em empate de 0x0. O Bugre empatou suas últimas quatro partidas na Série B e, assim como a Ponte, parece estar destinado a lutar contra o rebaixamento para a Série C do ano que vem.

Contudo, diferentemente de seu maior rival, o Guarani até que fez um bom Campeonato Paulista esse ano. O Bugre se classificou para as quartas de final, onde só foi eliminado pelo Corinthians nos pênaltis. No entanto, assim como a Ponte, o Guarani também já está fora da Copa do Brasil e só tem a Série B para disputar. O clube foi eliminado ainda na segunda rodada da competição ao perder nos pênaltis para o Vila Nova, de Goiás.

Ainda mais triste no caso do Guarani, é que o clube já foi Campeão Brasileiro em 1978 (a única vez na história em que um clube do interior do Brasil conseguiu tal feito) e chegou a outras duas finais do Brasileirão, em 1986 e 1987. Durante boa parte das décadas de 70 e 80, o Bugre era um clube respeitado e temido por seus adversários. Acostumado a revelar grandes jogadores, ajudou a formar craques, como o meio-campista Neto e os atacantes Amoroso e Careca. Outra coincidência em relação à seu rival campineiro é a história recente de crises financeiras e problemas dentro e fora de campo, que fizeram com que o clube perdesse toda a sua imponência e passasse a lutar nas divisões de baixo do futebol brasileiro.

Hoje, ambos os clubes lutam para tentar ao menos recuperar parte de suas glórias do passado e passar a, pelo menos, poder brigar nos maiores palcos do futebol brasileiro e contra os mais poderosos clubes do país. Esse sonho, no entanto, parece algo distante do futuro a curto-prazo das equipes. Que agora, devem se preocupar em ainda manter o que tem e tentar continuar a existir e a atuar nos campos pelo Brasil à fora.