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Veja como chegam as seleções campeãs mundiais para a Copa do Mundo do Catar

Veja como chegam as seleções campeãs mundiais para a Copa do Mundo do Catar

Veja como chegam as seleções campeãs mundiais para a Copa do Mundo do CatarMaior evento esportivo deste ano, a Copa do Mundo do Catar, que será realizada em novembro, terá 32 seleções divididas em oito grupos em busca do maior troféu do futebol. E entre os países que já ergueram a taça do Mundial, estão alguns dos favoritos para conquistar mais uma vez em 2022.

Das oito seleções que já foram campeãs do mundo, apenas a Itália não conseguiu se classificar. Brasil, Alemanha, Argentina, França, Uruguai, Espanha e Inglaterra vão chegar ao Mundial do Catar em momentos distintos, com alguns países tendo trabalhos consolidados, como é o caso das seleções brasileira e francesa, e outros ainda vivendo uma fase de transição, como Alemanha e Uruguai, que trocaram de treinador durante as Eliminatórias.


Brasil
A pentacampeã do mundo chega a mais uma Copa com status de favorita. Por mais que alguns tenham ressalvas ao trabalho do técnico Tite, é inegável que o ciclo para o Mundial do Catar da seleção brasileira foi praticamente impecável. Nas Eliminatórias Sul-Americanas, o Brasil bateu o recorde de pontos, ao alcançar 45 pontos em 17 jogos. Foram 14 vitórias e três empates, com 40 gols marcados e apenas cinco sofridos. Uma campanha irretocável.

A seleção ainda assumiu a liderança do ranking da Fifa. Claro que isso não tem tanta influência num torneio curto como é a Copa, mas é um termômetro para entender o momento que vive o time do Brasil. Hoje, a seleção brasileira é uma equipe extremamente equilibrada, que produz muito ofensivamente, tem variações, e não sofre tantos gols.

Alemanha
Eliminada na fase de grupos da última Copa e nas oitavas de final da Euro 2020, a seleção alemã sofreu uma mudança de rota no ciclo para o Mundial do Catar e é inegável que chegará como candidata ao título. Joachim Löw deixou o cargo de treinador e para seu lugar foi contratado o seu ex-auxiliar: Hans-Dieter Flick.

Com Flick, a Alemanha retomou o caminho das vitórias e garantiu a liderança do grupo J com relativa facilidade, vencendo sete jogos em sequência e terminando as Eliminatórias com 27 pontos em 10 jogos disputados.


França
A seleção francesa é uma das melhores do planeta e não é por acaso, já que conta com alguns dos grandes protagonistas do futebol europeu, especialmente no ataque, com Benzema e Mbappé que estão muito em alta em suas atuações dentro de campo.

Por dentro, Kanté e Pogba formam um meio de campo que sobra em intensidade e qualidade técnica. Na frente, Benzema é um grande salto em qualidade se considerarmos que, em 2018, o centroavante era Giroud. O atual camisa 9 é um finalizador nato, mas como preparador de jogadas, Benzema forma uma dupla extremamente letal com Mbappé.

Argentina
Depois de finalmente conquistar um título com a camisa da Argentina, a Copa América, em 2021, Lionel Messi e seus companheiros de seleção parecem ter tirado um peso enorme das costas. Somado a isso, ao contrário de outros anos, o camisa 10 tem em seu entorno para a Copa de 2022 jogadores de grandes clubes e grandes ligas na Europa, como De Paul, Dí Maria, Paredes, Lautaro Martínez, Romero, etc.

Esses fatores que vão desde o psicológico do time, mais leve e confiante, até a qualidade da equipe em campo, colocam a seleção argentina em um patamar acima em relação a Copa da Rússia. Com um time mais equilibrado entre defesa e ataque, e um meio de campo combativo e com trato refinado com a bola, a Argentina pode sim ser colocada entre as favoritas ao título.

Uruguai
Há pouco mais de dois meses, o Uruguai parecia distante da Copa do Mundo. Com a chegada de Diego Alonso, o novo treinador fez a seleção uruguaia se recuperou na competição e conseguiu a vaga para o Mundial com duas rodadas de antecedência.

No Catar, muito provavelmente chegará ao fim a geração de Cavani e Suárez, mas novos valores do futebol uruguaio têm surgido e com destaque no principal centro do futebol mundial: a Europa. Bentancur, Vecino, Ronald Araújo, Giménez e Viña são alguns dos exemplos de uma forte equipe que se formou, que conta ainda com o brilho de Arrascaeta, do Flamengo.

Espanha
A seleção espanhola sempre chega a Copa do Mundo como candidata ao título, mesmo que a primeira conquista mundial tenha sido apenas em 2010. Em 2018, uma mudança de treinador às vésperas do torneio prejudicou todo uma campanha que parecia promissora, e a Fúria acabou sendo eliminada nas oitavas de final para a anfitriã Rússia.

Em 2022, Luis Enrique comandou a Espanha durante todo o ciclo até a classificação ao Mundial, e o surgimento de uma nova geração muito talentosa, com Pedri, Ansu Fati, Gávi, Marcos Llorente e Ferrán Torres parece ser o respiro necessário para complementar uma equipe repleta de veteranos de também ótima qualidade, como Sérgio Ramos, Piqué, Busquets, Jordi Alba e companhia.

Inglaterra
A Inglaterra é uma das únicas que talvez não possa ser colocada entre os postulantes ao título. Sim, a geração inglesa conta com alguns dos principais jogares do futebol mundial, como Harry Kane, Rashford, Walker e companhia, além de jovens atletas que já deixaram o status de promessa e têm papeis importantes, como Phil Foden, Mason Mount, Sancho e Rashford.

No entanto, o que pesa contra os ingleses é a instabilidade em momentos decisivos. O fantasma da “geração de ouro”, que tinham nomes como Lampard, Rooney, Gerrard e Ferdinand, parece ter sido deixado de lado com o quarto lugar na Copa da Rússia, mas, fato é que a falta de resultados contra grandes seleções deixa uma dúvida no ar: será que a Inglaterra tem força para disputar contra França, Brasil, Alemanha e companhia?