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Com umas das piores sequencias de sua história, Barcelona tenta reverter saída histórica de jogadores

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Com umas das piores sequencias de sua história, Barcelona tenta reverter saída histórica de jogadoresVivendo seu pior momento desde a saída de Messi e acumulando diversos resultados ruins, o Barcelona busca alternativas internas para não ficar por mais muito tempo nessa condição adversa a sua história, a esperança do clube espanhol está em seus jovens talentosos que lhe dão uma garantia de futuro melhor.

Mas a aposta na evolução de Ansu Fati, Pedri e Gavi, todos com menos de 20 anos e muito futebol de alto nível pela frente, é apenas uma esperança de seus torcedores. O time que um dia teve Johan Cruyff, Diego Maradona, Romário, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Andrés Iniesta e Lionel Messi vive um dos momentos mais delicados dos seus quase 122 anos de existências.

O problema maior nem é a sequência de derrotas consecutivas, ou sua única vitória nos últimos seis jogos ou o 0% de aproveitamento na Champions League até o momento. Mas, sim, os efeitos de se acostumar com tantos resultados negativos. O processo atualmente vivido pelo Barcelona lembra muito aquele que derrubou o Arsenal a partir da segunda metade da década de 2000.


Para quem começou a acompanhar o futebol internacional há pouco tempo, o Arsenal era a principal força opositora ao Manchester United nos primeiros anos da Premier League. Entre 1998 e 2004, o time londrino conquistou três títulos ingleses e ganhou fama por praticar um dos jogos mais bonitos do planeta.

Só que, de repente, as taças começaram a escassear. Em um primeiro momento, poucos foram os torcedores que se preocuparam com o clima de decadência. Afinal, o clube contava com muitos talentos promissores, e a crença geral era de que tudo voltaria aos trilhos quando eles amadurecessem.

Mas nem eles tiveram paciência de esperar a equipe voltar a ser competitiva. Um a um, os melhores jogadores do Arsenal, como Cesc Fàbregas, Robin van Persie e Samir Nasri, foram se incomodando com o ambiente de decadência que imperava no Emirates e acabaram pedindo para ir embora.

Esse é exatamente o risco que ameaça o Barcelona a médio e longo prazo. Se não retomar logo o caminho das taças e continuar acumulando vexames, o que ele terá a oferecer para seus jovens talentos que almejam fazer história? O perigo é de uma debandada já na próxima temporada. Afinal, os contratos de Ansu Fati e Pedri terminam em junho. E, neste momento, é difícil imaginar uma razão para eles recusarem propostas de gigantes da Inglaterra para continuar no Camp Nou.

O pior é que o Barcelona nem tem capacidade financeira para convencê-los a ficar com propostas economicamente irrecusáveis e com dívidas na casa de 1,35 bilhão de euros (R$ 8,4 bilhões), o clube tem hoje uma folha salarial permitida de 97 milhões de euros (R$ 607,6 milhões) por temporada.

Para se ter uma ideia de como esse valor é baixo e restritivo, o teto do Real Madrid é de 739 milhões de euros (R$ 4,6 bilhões) e, além dos merengues, outros seis times espanhóis podem investir mais que o Barça.

A equipe dirigida por Ronald Koeman só ganhou uma das seis partidas que disputou desde o início de setembro e já está no meio da tabela de classificação do Campeonato Espanhol. Na Champions, é um dos seis clubes que não somaram sequer um ponto nas duas primeiras rodadas da fase de grupos.