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Fórmula 1: Decisões de diretor de prova geram polêmicas no GP da Arábia Saudita

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Fórmula 1: Decisões de diretor de prova gerar inúmeras polêmicas no GP de Jeddah
Momento em que Verstappen freia e Hamilton colide em sua traseira

A estreia da pista de Jeddah na Arábia Saudita para a penúltima prova de Fórmula 1 em 2021 mostrou de um lado uma pista extremamente insegura com vários acidentes em três modalidades, entre elas a F1. De outro um diretor de prova, Michael Masi que usou e abusou de seus direitos para interferir na corrida que não teve uma sequência de seis voltas completas sem que a prova fosse interrompida por um acidente.

A disputa acirrada entre Lewis Hamilton, que venceu a prova, e Max Verstappen, faz com que os dois pilotos cheguem empatados em número de pontos à decisão do campeonato da Fórmula 1, em Abu Dhabi, já neste final de semana (com Verstappen à frente por ter mais vitórias).


Entenda toda a polêmica:
Primeiro, Masi decidiu dar uma bandeira vermelha após um período de Safety Car decorrente da batida de Mick Schumacher, no início da prova. As duas Mercedes tinham parado nos boxes aproveitando o SC mas, com a interrupção definitiva, a situação mudou, já que Verstappen, que tinha sido alçado à liderança, efetivamente ganhou uma troca de pneus sem perder tempo com isso (uma vez que os pilotos podem trocar pneu durante a bandeira vermelha). O chefe da Mercedes, Toto Wolff, disse que “é uma questão de julgamento parar uma corrida porque a placa de patrocínio está rasgada, mas acontece“. Masi não confirmou se esse realmente foi o motivo da bandeira vermelha.

Mas foi na relargada após este momento que aconteceu o lance mais polêmico do ponto de vista do diretor de prova: defendendo-se do ataque de Hamilton, Verstappen cortou a chicane, no que foi entendido como levar uma vantagem ao sair da pista. O piloto da Mercedes freou para evitar o contato e foi ultrapassado por Esteban Ocon.

A reação imediata de Masi foi entender que Verstappen tinha que devolver a posição para Hamilton, o que significava que ele também teria de deixar Ocon passar. No entanto, após um acidente no meio do pelotão, Masi deu outra bandeira vermelha, e teve de reorganizar o grid durante este período. “Quando eu vi o que aconteceu na curva 2, imediatamente sugeri aos comissários que eu iria dar a chance à equipe de devolver a posição. Mas a bandeira vermelha aconteceu logo em seguida.”

O que se seguiu foi uma negociação com a Red Bull que nunca tinha sido transmitida pela TV – lembrando que as mensagens do diretor de prova começaram a ser mostradas neste ano. Masi disse ao time de Verstappen que estava oferecendo que ele largasse em terceiro, ou levaria o caso aos comissários da F1. São eles que julgam se um piloto merece ou não uma punição, e não Masi. O diretor de prova apenas identifica uma possível infração e pede que a investigação seja iniciada.


De fato, na segunda relargada, Verstappen retomou a liderança, mas seus pneus, menos duráveis, acabaram na parte final da prova, que também foi cheia de polêmica. Quando o holandês se defendeu do ataque de Hamilton na volta 37, ele cortou a chicane novamente, e mais uma vez, Masi instruiu a equipe a ceder a posição. A mensagem chegou ao piloto na curva 22 e ele tentou fazer isso no final da curva 26, que é um ponto de detecção de asa traseira móvel. Sua tentativa era fazer com que Hamilton passasse, e atacar logo em seguida com o DRS aberto.

Hamilton percebeu que Verstappen queria ficar com o DRS, mas não sabia que ele estava diminuindo a velocidade, também, para “ceder a posição”, pois ainda não tinha sido avisado disso pela Mercedes. O holandês, então, freou e o inglês bateu na sua traseira. Por não ter conseguido devolver a posição, Verstappen levou 5s de punição durante a corrida e, após a bandeirada, mais 10s justamente por ter freado em trecho de aceleração plena, o que foi considerado um “comportamento errático” pelos comissários.

O papel de Masi neste episódio foi pedir a inversão e, depois da batida, pedir o julgamento dos comissários. Ele não se envolve nas penas dadas. Em que pese as duas punições, Verstappen, já com os pneus muito desgastados, foi ultrapassado por Hamilton na pista em uma corrida onde a interferência de Masi foi fundamental para gerar tanta polêmica em suas decisões, que acabou mostrando sua preferência por uma equipe.