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Mundial de Judô em Budapeste, na Hungria

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mundial-judo-2017Chega ao final neste domingo 3 de setembro o Mundial de Judô disputado em Budapeste, na Hungria. A Federação Internacional de Judô (FIJ) anunciou a participação de 794 competidores de 134 países diferentes.

A delegação brasileira foi formada por 21 atletas, sendo três deles – Eduardo Katsuhiro Barbosa (73kg), Eduardo Bettoni (90kg) e Beatriz Souza (+78kg) – participam apenas para a competição por equipes mistas, que ocorre no último dia do torneio. Esta será a primeira vez que este tipo de competição acontecerá em um evento oficial da Federação Internacional de Judô. Nela, cada time será formado por seis judocas nos pesos 57kg, 70kg, +70kg, 73kg, 90kg e +90kg, mesmo modelo aprovado pelo Comitê Olímpico Internacional para os Jogos de Tóquio 2020.




Resumo Mundial de Judô 2017
Chegou ao fim neste domingo (03-set) o Mundial de Budapeste, na Hungria. Na primeira edição do torneio após os Jogos Rio 2016, a Seleção Brasileira teve saldo positivo, terminando na 4ª colocação geral, com um ouro (Mayra Aguiar), uma prata (David Moura) e dois bronzes (Rafael Silva e Érika Miranda), atrás apenas de Japão, que sobrou, com sete ouros, quatro pratas e um bronze. A França ficou em segundo (dois ouros e um bronze), e a Mongólia, em terceiro (um ouro, uma prata e quatro bronzes). Além disso, o Brasil ficou com a medalha de prata na inédita competição por equipes mistas, formato de disputa que estará no programa olímpico Tóquio 2020.

O Mundial ficou marcado pelo oitavo título da lenda francesa Teddy Riner na categoria pesado (+100kg) – ele ainda tem outro mundial, um absoluto em 2008. A supremacia aumentou: agora ele tem 134 vitórias consecutivas. O lutador não é derrotado desde o Mundial Absoluto de 2010, no Japão. Naquela ocasião, ele perdeu a final para Daiki Kamikawa. A “ressaca olímpica” também chamou atenção. Nenhum campeão da Rio 2016, com exceção de Riner, conseguiu subir ao topo do pódio.

Campanha brasileira supera Astana 2015 e Chelyabinsk 2014
Com cinco medalhas, a campanha brasileira em Budapeste supera as duas últimas edições. No Mundial de Astana 2015, o Brasil teve dois bronzes, com Érika Miranda (52kg) e Victor Penalber (81kg). Em Chelyabinsk 2014, teve um ouro, com Mayra Aguiar (78kg); uma prata, com Maria Suelen Altheman (+78kg); e dois bronzes, com Érika Miranda (52kg) e Rafael Silva (+100kg).

As duas melhores participações do Brasil foram no Rio. Qualitativamente, foi em 2007, quando saíram três ouros: João Derly (66kg), Tiago Camilo (81kg) e Luciano Corrêa (100kg), além do bronze de João Gabriel Schilittler (+100kg). Quantitativamente, foi na edição de 2013: o ouro de Rafaela Silva (57kg), pratas de Érika Miranda (52kg), Maria Suelen Altheman (+78kg) e Rafael Silva (+100kg), e bronzes de Sarah Menezes (48kg) e Mayra Aguiar (78kg).

 




Medalha de ouro
Ao conquistar o bicampeonato mundial na categoria meio-pesado, a gaúcha Mayra Aguiar não só igualou o feito de João Derly, campeão mundial no Cairo, em 2005, e no Rio, em 2007, como também se tornou a maior medalhista do Brasil em Mundiais. Ela venceu em Chelyabinsk (2014) e em Budapeste (2017), foi prata em Tóquio 2010, bronze em Paris 2011 e também no Rio 2013.

O Brasil ainda teve o bronze de Érika Miranda no 52kg. Na realidade, foi o primeiro pódio brasileiro em Budapeste. Se no Maracanãzinho no Mundial de 2013 no Rio de Janeiro ela teve de se contentar com a prata ao perder para Majlinda Kelmendi na final, na Hungria, deu o troco na campeã olímpica e bicampeã do mundo e saiu vitoriosa da disputa do 3º lugar. A brasiliense foi ao pódio nos últimos quatro mundiais (2013, 2014, 2015 e 2017), acumulando uma prata e três bronzes.

Bruxa solta para os campeões olímpicos da Rio 2016
O torneio se mostrou complicado para os campeões olímpicos da Rio 2016. Com exceção de Riner, nenhum foi vencedor nas disputas individuais em Budapeste. Nomes como a brasileira Rafaela Silva (57kg), Majlinda Kelmendi (52kg), do Kosovo, e o italiano Fabio Basile (66kg).