As estrelas do poker brasileiro em 2026 e onde o Brasil aparece no mapa mundial
Os melhores jogadores de poker brasileiros hoje são Yuri Dzivielevski, dono de seis braceletes da WSOP e recordista nacional em títulos da série, e João Simão, líder da lista histórica de ganhos do país com mais de US$ 20 milhões registrados. Atrás deles vem uma geração que já ganha em Las Vegas: Breno Drumond e Henrique Lessa levaram o terceiro bracelete brasileiro do verão de 2026 no Tag Team. O crescimento do poker online também acompanha a expansão do entretenimento digital no país, incluindo plataformas com rodadas gratuitas em jogos de cassino. Antes de aproveitar esse tipo de promoção, vale conferir as regras, os requisitos de aposta e a regulamentação aplicável à plataforma.
Quem é o melhor jogador de poker do Brasil?
Depende do critério, e os dois nomes são conhecidos. Por número de títulos mundiais, Yuri Dzivielevski. Por dinheiro acumulado, João Simão.
O curitibano Yuri, conhecido no circuito como YuriNerdGuy, venceu em 12 de junho de 2026 o Evento #36 da WSOP, um US$ 100.000 High Roller de No-Limit Hold’em, batendo o holandês Teun Mulder no heads-up depois de estar 4 a 1 atrás em fichas. Foram US$ 2.841.432, cerca de R$ 14,3 milhões, o maior prêmio da carreira dele e o segundo maior de toda a WSOP 2026.
Aquele foi o sexto bracelete de Yuri e o 50º da história do Brasil. Com seis, ele divide o 18º lugar da lista de maiores campeões da WSOP com nomes como Jason Mercier, Kristen Foxen, Chris Ferguson e Ted Forrest, e é apenas o 27º jogador na história a chegar a essa marca.
Curiosamente, foi a primeira vez que ele venceu um evento de Hold’em na série. Os cinco anteriores vieram de Omaha Hi/Lo, PLO, H.O.R.S.E. e Nine-Game Mix, o que explica por que ele é tratado como especialista em mixed games antes de qualquer outra coisa.
João Simão e o “tetra” que passou dos US$ 20 milhões
Nove dias depois de Yuri, João Simão venceu o Evento #55, o US$ 50.000 High Roller de Pot-Limit Omaha, sobre um field de 110 entradas. Levou US$ 1.368.700 e o quarto bracelete, e ele mesmo fez a piada com o tetra do futebol depois da vitória.
O mineiro derrotou o indiano Santhosh Suvarna no heads-up, que dez dias antes tinha ganhado a versão de No-Limit Hold’em do mesmo buy-in e tentava um feito inédito. Yuri Dzivielevski estava na mesma mesa final e caiu em sexto.
Com esse resultado, Simão passou de US$ 20,58 milhões em ganhos registrados pelo CardPlayer, entre eventos ao vivo e online com resultado confirmado. O ano anterior já tinha sido excepcional: terceiro bracelete no WSOP Paradise em dezembro de 2025 e vitória no Super High Roller Bowl de US$ 100.000 sobre Jason Koon, por US$ 1,1 milhão.
Quantos braceletes o Brasil tem na WSOP?
São 52, contando conquistas presenciais e online, segundo o levantamento do Mundo Poker. O primeiro veio em 2008, com Alexandre Gomes, também de Curitiba. O país chegou a 49 antes do verão de 2026 e somou mais três em Las Vegas.
O número muda conforme a fonte. Coberturas em espanhol que contabilizam apenas a série presencial de Las Vegas atribuem 17 braceletes ao Brasil e 42 à América Latina inteira. A diferença está em incluir ou não a WSOP Online, a WSOP Europa e a WSOP Paradise, e vale checar o critério antes de comparar listas.
Breno Drumond e Henrique Lessa levaram o Tag Team pelo segundo ano seguido
O Evento #66, um US$ 1.000 Tag Team com 1.375 entradas, terminou com dois brasileiros do Samba Poker Team levantando o troféu e US$ 184.769. Foi o primeiro bracelete da carreira dos dois e o 52º do Brasil.
A história tem um detalhe que explica muito sobre o poker brasileiro atual. Drumond e Lessa foram alunos de Kelvin Kerber e Peter Patrício, sócios do mesmo time e campeões do Tag Team em 2025. O título ficou no Brasil dois anos seguidos, passando de professores para alunos.
Na mesa final, a dupla chegou a ficar com três big blinds e sobreviveu porque os japoneses Ruka Yamauchi e Shotaro Murase deram fold com um big blind para pagar. Dali em diante o stack subiu até o heads-up.
O buraco que continua aberto: o Main Event
O Brasil tem mais braceletes que qualquer outro país da América Latina e nunca ganhou o Main Event da WSOP. Em 2026 foram 9.208 entradas e 32 brasileiros no dinheiro, mas nenhum chegou perto da mesa final.
Arthur Campos foi o melhor colocado, eliminado em 125º por US$ 65 mil, em uma mão que resume o torneio: all-in de dez big blinds com JJ contra AK, flop A-A-J que lhe deu full house, e um par no board no turn e no river que virou tudo para o americano Aaron Barone. Fábio Porcino, Rafael Caiaffa e Erick Mossinger caíram no mesmo Dia 6.
A comparação regional é direta. A Argentina tem cerca de um quinto dos braceletes brasileiros, mas tem Damián Salas, campeão do Main Event de 2020 e o único latino-americano a vencer o torneio desde Carlos Mortensen em 2001. É a única linha da tabela em que o vizinho está à frente.
Como o Brasil se posiciona hoje na América Latina e no mundo
No volume, o Brasil não tem concorrência no continente. Depois do Dia 2 do Main Event de 2026, 48 brasileiros seguiam vivos, liderados por Peter Patrício, o maior contingente nacional do torneio depois dos Estados Unidos.
No topo, a distância diminui. Yuri está entre os 30 maiores colecionadores de braceletes da história, e Simão terminou o verão perto do top 10 da corrida do PokerGO Tour. Mas os números globais ainda pertencem a outros: Jason Koon passou dos US$ 70 milhões em prêmios ao vivo, mais do que o triplo do total de Simão.
Vale registrar um contraponto que a euforia costuma esconder. A cobertura internacional apontou que a presença brasileira em Las Vegas em 2026 foi menor que nos anos anteriores, o que torna os três braceletes um resultado mais impressionante, e não menos.
A nova safra e o calendário dentro de casa
Vivian Saliba segue como a principal referência feminina do país e foi a primeira brasileira a alcançar uma mesa final da WSOP. Em 2026 ela liderou o pelotão nacional no US$ 3.000 PLO com quase 200 big blinds.
Entre os homens, os nomes que apareceram com frequência nas coberturas do verão foram Erick Mossinger, terceiro no Evento #53, Gregory Fabião, Belarmino de Souza, Ramon Pessoa e Fabio Porcino. Nenhum deles é famoso fora do circuito, e todos já jogam mesas finais internacionais.
O BSOP celebra 20 anos em 2026, na 19ª temporada, com o ranking anual definido pelos dez melhores resultados de cada jogador. O último Campeão Brasileiro de Poker foi Carlos Augusto Serrano Acevedo, em 2025. A temporada abriu com o primeiro BSOP Summer da história, em Costa do Sauípe, e o calendário inclui um torneio inédito de R$ 500 mil de buy-in no BSOP Millions.
Se o Brasil já lidera a América Latina em braceletes e continua sem um campeão do Main Event, qual dos nomes atuais você apostaria para quebrar esse jejum primeiro?
Dica importante
Lembre-se de que a chave para o sucesso das apostas não está apenas em saber em que apostar, mas também em entender como as diferentes apostas funcionam e alinhá-las a uma abordagem disciplinada e sem exageros.