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Campeonato Gaúcho 2026 com calendário enxuto e seus clássicos

Campeonato Gaúcho 2026 com calendário enxuto e seus clássicos

O Campeonato Gaúcho 2026 chega com uma cara bem definida: menos datas e jogo grande aparecendo logo de início. A competição tem início em 10 de janeiro e término previsto para 8 de março, seguindo o cronograma divulgado pela federação e já amarrado ao novo desenho do calendário do futebol brasileiro.


Além do apelo histórico, 2026 reforça um ponto que o torcedor do Rio Grande do Sul conhece bem: o Gauchão não é só “pré-temporada competitiva”. Em um formato mais curto, ele vira um teste de elenco e de ideias — mas, ao mesmo tempo, cobra resultado desde a largada.

O Gauchão 2026 reúne 12 clubes na elite estadual.
A lista mistura a força da dupla Gre-Nal, equipes do Interior com tradição de decisão e projetos que cresceram nos últimos anos, o que costuma deixar a primeira fase bem pegada.


No formato divulgado, os 12 times são divididos em dois grupos de seis, com jogos contra equipes do outro grupo na primeira fase. Depois, os quatro melhores de cada chave avançam, as quartas são em jogo único, e semifinal e final acontecem em ida e volta.

Onde está o dinheiro do Gauchão

Aqui é importante separar “premiação” do que, na prática, sustenta financeiramente o campeonato. Em muitos estaduais, o grande prêmio vem como bônus direto para campeão e vice. No Gauchão, o caminho costuma ser diferente: o grosso da receita para os principais clubes aparece nas cotas e nos acordos comerciais, não num cheque de campeão.

Um levantamento com números de 2026 aponta R$ 10 milhões como valor fixo (cota) para Grêmio e Internacional, e registra a premiação do estadual gaúcho como não definida / não indicada nesse recorte.

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E há um detalhe relevante que ajuda a entender por que isso acontece: em edição recente, foi destacado que o regulamento do campeonato não previa prêmio em dinheiro ao campeão, com entrega de troféu e medalhas na cerimônia.

Na prática, isso muda a conversa: ganhar o Gauchão vale — e muito — por prestígio, ambiente, confiança, impacto de marca e pressão de torcida. Mas o “bônus” financeiro direto tende a ser menor (ou inexistente) quando comparado a outros estaduais que distribuem prêmio por título.

O Gauchão tem um peso que vai além do “primeiro troféu do ano”. Ele é um campeonato que organiza o futebol local como poucos: mexe com a cultura do estado, inflama rivalidades e mantém o interior em evidência — não por acaso, sempre aparecem histórias de times que complicam a vida dos favoritos em gramados e contextos bem diferentes do que se vê no Brasileirão.


Outro ponto que mantém o torneio relevante é o efeito prático de suas fases paralelas. Os times eliminados nas quartas disputam a Taça Farroupilha, e o vencedor garante vaga na Copa do Brasil, o que transforma esse caminho numa meta real para quem não está no bloco dos favoritos ao título.

Com o calendário mais comprimido, o estadual também vira uma espécie de prova de “maturidade” para elenco e comissão técnica: quem tem profundidade e consegue equilibrar desempenho e rodagem costuma chegar mais inteiro às fases decisivas. E quem não tem, precisa ser cirúrgico — errar pouco, entender o regulamento rápido e pontuar desde o início.

Maiores campeões do Campeonato Gaúcho:

  • Internacional — 46 títulos
  • Grêmio — 43 títulos
  • Guarany — 2 títulos

Na sequência, com 1 título cada: Novo Hamburgo, Caxias, Juventude, Renner, Rio-Grandense, Grêmio Santanense, Rio Grande, Farroupilha, Pelotas, Cruzeiro, Americano, Bagé e Brasil de Pelotas

O Gauchão segue sendo aquele campeonato em que o peso da camisa conta, mas a realidade do estado com viagens, gramados, clima e a força do interior sempre pesa.