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Quanto dinheiro a Copa do Mundo de 2026 pode gerar: uma análise realista dos números e dos impactos econômicos para Estados Unidos e México

A Copa do Mundo de 2026 marca um ponto de inflexão histórico no futebol mundial. Pela primeira vez, o torneio será disputado com 48 seleções, 104 partidas e uma organização multinacional liderada principalmente por Estados Unidos e México. Mais do que um evento esportivo, trata-se de um projeto econômico de escala inédita, capaz de redefinir o modelo financeiro da FIFA e o impacto macroeconômico dos grandes eventos esportivos, influenciando diretamente ecossistemas paralelos como mídia digital, turismo esportivo e até o mercado de plataformas de apostas legalizadas, que tendem a registrar picos de tráfego e engajamento durante competições desse porte.

De acordo com projeções consolidadas para o ciclo financeiro 2023–2026, a FIFA espera gerar cerca de US$ 13 bilhões em receitas totais, um crescimento de aproximadamente 72% em relação ao ciclo anterior, encerrado com a Copa do Catar 2022, que havia alcançado US$ 7,5 bilhões. A maior parte desse salto está diretamente associada ao Mundial de 2026.

O peso real da Copa de 2026 no orçamento da FIFA

Embora o ciclo completo inclua outras competições e receitas institucionais, as análises convergem para um ponto central: entre US$ 8,9 bilhões e US$ 11 bilhões devem ser gerados diretamente pelo torneio de 2026. Isso significa que o Mundial responderá por aproximadamente 70% a 85% de toda a receita do ciclo.

Esse peso financeiro não é casual. Ele é resultado direto de três fatores combinados:

  1. Expansão do número de jogos (de 64 para 104 partidas)
  2. Mercado norte-americano como epicentro comercial
  3. Escala global de direitos de mídia e patrocínios

Em termos práticos, a Copa de 2026 deixa de ser apenas um torneio esportivo e passa a operar como uma plataforma de mídia global, com receitas muito mais concentradas fora dos estádios.

Direitos de transmissão: o verdadeiro motor financeiro

Os direitos de transmissão representam, isoladamente, a maior fonte de receita do Mundial. As projeções mais conservadoras apontam valores próximos a US$ 3,9 bilhões, enquanto estimativas mais recentes elevam esse número para US$ 4,3 bilhões.

Isso significa que a televisão e o streaming devem responder por 40% a 45% de toda a receita do torneio, superando com folga a arrecadação com ingressos.

Matematicamente, a diferença é clara:

  • Transmissão: ~US$ 4,0 bilhões
  • Ingressos: ~US$ 2,3 a 3,1 bilhões

A razão entre transmissão e bilheteria fica entre 1,5x e 1,7x, um indicativo de que o valor do Mundial está cada vez mais ligado à audiência global — estimada em mais de 5 bilhões de espectadores únicos — e menos à presença física nos estádios.

Os Estados Unidos são decisivos nesse aspecto. O país concentra alguns dos contratos de mídia mais caros do mundo esportivo, com acordos bilionários envolvendo TV aberta, canais esportivos e plataformas digitais em inglês e espanhol.

Bilheteria e hospitalidade: volume alto, mas não dominante

Apesar de perder protagonismo relativo, a bilheteria segue sendo um pilar importante. Com previsão de cerca de 6,5 milhões de espectadores presenciais, a Copa de 2026 deve gerar aproximadamente:

  • US$ 2,3 bilhões em ingressos regulares
  • US$ 700 milhões adicionais em pacotes de hospitalidade e experiências VIP

Somados, esses valores chegam perto de US$ 3 bilhões, ou cerca de 25% a 30% da receita total do torneio.

O diferencial aqui está na estratégia de precificação. Diferentemente de edições anteriores, a FIFA aposta em ingressos com preços médios mais elevados — estimados acima de US$ 200 em muitas partidas — para maximizar receita sem depender exclusivamente do aumento de público.

Patrocínios e marketing: estabilidade e crescimento

Outro bloco relevante vem dos direitos comerciais e de marketing, com estimativas variando entre US$ 1,78 bilhão e US$ 2,8 bilhões, dependendo do ritmo de fechamento de novos contratos.

Na prática, isso representa algo entre 18% e 25% da receita do torneio. O modelo favorece marcas globais, especialmente nos setores de:

  • material esportivo
  • meios de pagamento
  • tecnologia
  • bebidas e consumo massivo

Mais uma vez, o mercado dos Estados Unidos pesa. O Mundial de 2026 será o primeiro a explorar plenamente o potencial publicitário do país em escala global, com ativações comerciais pensadas tanto para o público local quanto internacional.

Outras receitas: licenciamento e zonas de fãs

As receitas consideradas “menores” — licenciamento, produtos oficiais, videogames e fan zones — devem somar entre US$ 110 milhões e US$ 180 milhões. Em termos percentuais, isso representa apenas 1% a 2% do total, mas ainda assim reforça a diversificação das fontes de renda.

Custos, distribuição e superávit

Do lado das despesas, os custos operacionais do ciclo 2023–2026 são estimados em US$ 6,39 bilhões. Mesmo com esse nível de investimento, a FIFA projeta:

  • US$ 11,6 bilhões redistribuídos ao futebol
  • US$ 655 milhões em premiações, cerca de 50% a mais que em 2022
  • US$ 1,7 bilhão em programas de desenvolvimento

O resultado final é um superávit robusto, sustentado principalmente pela Copa de 2026.

Impacto econômico direto para Estados Unidos e México

Além das receitas da FIFA, existe o impacto macroeconômico nos países-sede. Estudos independentes estimam que o Mundial pode gerar entre US$ 5 bilhões e US$ 6 bilhões em acréscimo ao PIB combinado dos países anfitriões.

A distribuição desses benefícios, porém, não é uniforme.

Estados Unidos: cerca de 65% a 70% do impacto econômico

Os Estados Unidos devem concentrar a maior parte dos ganhos econômicos diretos, por três razões principais:

  1. Maior número de jogos
  2. Capacidade hoteleira e logística superior
  3. Mercado interno com alto poder de consumo

Estima-se que 65% a 70% do impacto econômico total fique nos EUA, o que corresponde a algo entre US$ 3,5 bilhões e US$ 4 bilhões em atividade econômica adicional, incluindo turismo, serviços, transporte e entretenimento.

México: aproximadamente 25% a 30% do impacto

O México aparece como o segundo maior beneficiado. Mesmo com menos jogos, o país deve absorver 25% a 30% do impacto econômico, algo entre US$ 1,3 bilhão e US$ 1,7 bilhão.

Para o México, o Mundial tem um peso proporcionalmente maior, já que o evento representa uma injeção relevante em setores como turismo internacional, infraestrutura urbana e serviços.

Uma Copa que redefine o modelo econômico

A Copa do Mundo de 2026 não será apenas a maior da história em termos esportivos. Ela representa uma mudança estrutural no modelo de monetização do futebol global, com forte dependência de mídia, mercado norte-americano e escala comercial.

Os números indicam um torneio cada vez menos dependente de estádios cheios e mais conectado à lógica de plataformas digitais, audiência global e contratos de longo prazo. Nesse contexto, o crescimento do interesse por sistemas de apostas esportivas reguladas, incluindo a busca por informações como código promocional novibet, reflete uma mudança no comportamento do público durante grandes eventos internacionais. Para Estados Unidos e México, os benefícios da Copa de 2026 vão além do curto prazo, deixando efeitos duradouros em infraestrutura, turismo, consumo de mídia e posicionamento internacional.

Em termos financeiros, tudo indica que 2026 não será apenas um recorde — mas um novo padrão para o futebol mundial.

Dica importante
Lembre-se de que a chave para o sucesso das apostas não está apenas em saber em que apostar, mas também em entender como as diferentes apostas funcionam e alinhá-las a uma abordagem disciplinada e sem exageros.