O programa de intercâmbio da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) Prontos Pro Mundo oferece um intercâmbio 100% gratuito para estudantes da rede pública estadual durante o Ensino Médio, levando 1.000 alunos por ano para estudar em países de língua inglesa como Irlanda, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido. E “100% gratuito”, o Estado custeia as despesas principais, e o aluno ainda conta com bolsa-auxílio para despesas pessoais.
Na prática, o Prontos Pro Mundo funciona como uma porta gigante para o mundo. O objetivo é ampliar repertório cultural, dar um salto no inglês e, de quebra, fortalecer a autonomia e a confiança do estudante. O Governo de SP também apresenta o programa como uma política pública de escala, com investimento divulgado na casa de dezenas de milhões de reais.
E o que exatamente o programa cobre? Aqui está um resumo bem direto do que aparece em comunicações oficiais sobre os embarques e a estrutura do intercâmbio:
- Passagens aéreas e deslocamentos/traslados do programa;
- Hospedagem durante a estadia;
- Aulas/estudos em instituições reconhecidas, com imersão acadêmica, cultural e linguística;
- Custos de documentação como passaporte e visto (quando aplicável nos fluxos do programa);
- Bolsa-auxílio para ajudar nas despesas pessoais do estudante no exterior.
Uma dúvida comum é “quem pode participar?”. As regras podem variar conforme o edital e a edição, mas há critérios divulgados em canal oficial de atendimento da Seduc-SP que ajudam a entender o caminho. Em geral, o programa tem etapas e exigências de elegibilidade, incluindo: ter idade mínima indicada nas regras (há referência a 14 anos em critérios publicados), estar matriculado na rede estadual e atender condições acadêmicas — por exemplo, há menção de média igual ou superior a 7,0 em componentes da Base Nacional Comum Curricular no semestre anterior à seleção para a fase de intercâmbio, além de outros requisitos que podem aparecer na edição vigente.
Outro ponto importante: o Prontos Pro Mundo é descrito como dividido em etapas, com uma fase que envolve formação/avaliações e outra que é o intercâmbio presencial (a imersão fora do país pode ter duração de até um semestre letivo, conforme critérios publicados). E não é só “passou e viajou”: há edições em que aparece a previsão de entrevista socioemocional de caráter eliminatório para estudantes classificados, avaliando aspectos como autonomia, maturidade e adaptação cultural — o que faz sentido, já que estamos falando de jovens vivendo uma rotina intensa em outro país.
Falando em seleção, também vale ficar atento ao formato do ano: algumas comunicações sobre etapas indicam participação automática de estudantes em determinada série e período de matrícula, com possibilidade de desistência formal pela plataforma da Secretaria quando a família não deseja participar, além de listas e provas em etapas posteriores (isso pode mudar de um ano para outro, é sempre bom acompanhar a edição atual no site oficial e nos editais).
E para onde os estudantes vão? O programa foca em destinos de língua inglesa. Em notícias recentes da própria Seduc-SP, por exemplo, a Secretaria destaca embarques e a ampliação de destinos em 2026, incluindo Irlanda, além de Austrália, Canadá e Nova Zelândia como parte do roteiro do programa naquele ano.
Se você é estudante e está de olho no Prontos Pro Mundo, vale pensar nele como um combo de aprendizado e oportunidade: você melhora o inglês, aprende a se virar, conhece gente do mundo todo e volta com uma bagagem que pesa (no bom sentido) em entrevistas, redações, projetos e até na escolha de carreira. Para aumentar suas chances e aproveitar melhor, algumas atitudes ajudam muito:
- Levar a escola a sério no dia a dia, especialmente nas disciplinas-base, porque desempenho acadêmico pode entrar como critério;
- Treinar inglês constantemente (leitura, escuta, prática de fala), já que a imersão exige jogo de cintura;
- Se preparar emocionalmente para a experiência, porque autonomia e adaptação cultural podem ser avaliadas nas etapas.
No fim, o Prontos Pro Mundo não é só “uma viagem”. É uma política pública que tenta colocar estudantes da rede estadual de São Paulo em um cenário que antes parecia distante: estudar fora, viver outra cultura, aprender na prática e voltar com novas perspectivas. E o mais forte é justamente isso: ser 100% gratuito, com estrutura de apoio e custos cobertos, para que a oportunidade não dependa da condição financeira da família.
Se a sua meta é crescer no inglês e viver uma experiência transformadora no Ensino Médio, esse é um nome para manter no radar o ano inteiro.