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Programa Bolsa Estágio do Ensino Médio SP: como funciona e quem pode participar

O Programa Bolsa Estágio do Ensino Médio (BEEM) da Secretaria da Educação (Seduc-SP) oferece aos estudantes do Ensino Médio Técnico da rede estadual a oportunidade de realizarem estágio supervisionado e colocarem em prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula. Na prática, ele funciona como uma ponte bem direta entre escola e mundo do trabalho: o aluno aprende a rotina profissional, ganha experiência (de verdade) e ainda recebe uma bolsa.

Para quem está no ensino técnico e quer sair na frente, é o tipo de oportunidade que muda o jogo — e para as empresas, é um jeito inteligente de aproximar jovens talentos da realidade do mercado com apoio do poder público.

O BEEM é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Educação, com vagas de estágio remunerado em empresas e instituições parceiras. Entre os objetivos, aparecem com força a preparação para o mundo do trabalho e a promoção de igualdade de oportunidades para estudantes do itinerário de formação técnica e profissional da rede pública estadual.

Importante: o estágio é descrito em editais como não obrigatório, ou seja, é uma atividade complementar — não é requisito para aprovação ou para receber o diploma do curso técnico.

Na rotina, o estágio é supervisionado e costuma ter jornada de até 4 horas por dia, o que ajuda a equilibrar escola e experiência profissional sem “engolir” o tempo de estudo. E aqui entra um ponto que deixa o BEEM ainda mais atraente: as bolsas podem variar conforme curso e carga horária. Há divulgações oficiais apontando valores mensais na faixa de R$ 422,03 a R$ 851,46 (podendo haver chamadas e calendários diferentes ao longo do ano).

Para o estudante, além do dinheiro no bolso, tem o ganho invisível (mas enorme) de currículo, repertório e maturidade profissional. Para a empresa, o programa foi desenhado justamente para identificar e formar jovens talentos para ingressar no mercado de trabalho.

Ao participar, a empresa contará com:

  • Jovens qualificados em diversas áreas de formação técnica;
  • Apoio financeiro do Governo de SP, responsável pelo pagamento das bolsas por até 6 meses;
  • Seguro contra acidentes pessoais providenciados pela Secretaria da Educação.

E isso muda bastante a conta para o empregador: durante os primeiros seis meses, o programa reduz barreiras para contratar e testar potenciais talentos, enquanto o estudante ganha vivência real (com acompanhamento) e amplia as chances de efetivação depois. Há páginas do próprio ecossistema do programa reforçando exatamente essa lógica de incentivo: empresa abre a vaga, e o Estado apoia com bolsa e seguro nesse período inicial.

Quem pode participar?
As regras podem variar por edital e chamada, mas a comunicação institucional do programa destaca o foco em estudantes do Ensino Médio Técnico (itinerário técnico-profissional), especialmente nas 2ª e 3ª séries, com idade mínima de 16 anos, além de critérios como frequência escolar mínima e participação em avaliações/etapas indicadas em seleções anteriores (quando aplicável).

Acompanhe o site oficial e os canais da Seduc-SP para ver o calendário e os critérios vigentes da sua rodada de inscrição.

Do lado das empresas e instituições, o caminho costuma envolver credenciamento/conveniamento e oferta de vagas alinhadas ao perfil dos cursos técnicos. Em 2025, a Seduc-SP informou milhares de empresas conveniadas e crescimento do programa, com metas ambiciosas de expansão para 2026.

Esses números ajudam a entender por que o BEEM tem aparecido tanto: é política pública que escala e, ao mesmo tempo, entrega algo que o mercado adora — gente jovem com vontade, formação técnica e espaço para aprender na prática.

Se você é estudante, vale entrar no BEEM pensando além da bolsa: encare como uma chance de construir portfólio, referências e clareza de carreira. Se você é empresa, pense no programa como uma “porta de entrada” para formar mão de obra alinhada à sua cultura, com suporte financeiro inicial.

No fim das contas, o BEEM é sobre transformar teoria em prática, aproximar escola e trabalho e acelerar o primeiro passo profissional — com estágio supervisionado, bolsa-auxílio e uma estrutura que tende a beneficiar todo mundo: estudante, empresa e a própria rede pública.